PITEIRA Lopes faz (re) nascer Fado aos domingos em Cascais | c/ Vídeo


CASCAIS (Por Redação)- O largo da Santa Casa da Misericórdia, mesmo no coração de Cascais, outrora denominada páteo e considerado por muitos o verdadeiro berço do Fado, foi o escolhido este domingo pelo presidente do município, Piteira Lopes, para (re) lançar o Fado em Cascais.

E, o largo da Misericórdia foi pequeno para acolher a multidão, que não quis perder a estreia do regresso do Fado a Cascais, protagonizado por algumas das vozes mais marcantes da atualidade, que deverá prolongar-se até setembro próximo.

Recorda-se que o fado em Cascais remonta à década de 1960, altura em que as casas de fado desempenharam um papel fundamental no surgimento e desenvolvimento de uma geração de proeminentes cantores e músicos de fado, a maioria dos quais entretanto falecidos, mas que deixaram a sua marca.

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A par da atividade piscatória, Cascais sempre foi terra de fado e por aqui passaram algumas das maiores figuras da história do fado luso, como Amália Rodrigues, Carlos Zel, Manuel de Almeida e Rodrigo Inácio, entre tantos outros nomes incontornáveis.

Ainda hoje, o fado permanece vivo em Cascais através de novas gerações de intérpretes e músicos que continuam a levar esta arte a Portugal e ao mundo.

A iniciativa municipal, denominada Rua do Fado- um projeto que assinala o regresso do fado ao espaço público da vila, transformando locais históricos, turísticos e culturais em palcos vivos de fado- prolonga-se até 13 de setembro

Aos domingos pelas 19h00, seis concertos gratuitos abertos à população vão fazer ecoar a tradição e o património vivo de Cascais na Escadaria do Largo da Misericórdia, no Largo Cidade de Vitória, no Largo de Camões, no Largo Praia da Rainha, no Jardim Visconde da Luz e no Passeio Maria Pia.

Os fadistas Helder Moutinho, Miguel Capucho, Beatriz Villar, Gonçalo Castelo Branco, Inês Vasconcelos, Flávia Pereira, Maura Airez e Célia Leira, em conjunto com as vozes do público, vão encher a Rua do Fado de uma das expressões culturais mais profundas da identidade portuguesa.

Segundo fonte municipal, “esta iniciativa da Câmara Municipal de Cascais pretende criar uma experiência cultural acessível, regular e identitária, promovendo o encontro entre residentes, turistas e comunidade local, através de uma expressão artística reconhecida internacionalmente como Património Cultural Imaterial da Humanidade”.


Depois da atuação, este domingo, de Miguel Capucho e  Beatriz Villar, atuarão no próximo dia 5 de julho, no largo Cidade de Vitória, os fadistas Gonçalo Castelo Branco e Inês Vasconcelos e no dia 19, no Largo de Camões, Helder Moutinho e Flávia Pereira

Já em agosto, no dia 2 no Largo Praia da Rainha atuam Miguel Capucho e Maura Airez e no dia 16, no Jardim Visconde da Luz, os fadistas Gonçalo Castelo Branco e Célia Leira.

Finalmente, em setembro, no dia 13, no Passeio Maria Pia, voltam a atuar Hélder Moutinho e Maura Airez

 



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