Câmara classifica como “crime ambiental grave” descarga de tintas em Carcavelos
Por VALDEMAR PINHEIRO
CARCAVELOS – Já foi identificada a origem de uma
descarga ilegal de litros de tinta azul que foi desaguar, esta segunda-feira, à
tarde, a poente da praia de Carcavelos, naquilo que fonte do gabinete do
presidente da Câmara, Piteira Lopes, classificou como “um crime ambiental grave”,
apurou Cascais24Horas.
A descarga de tinta no sistema pluvial foi feita por uma
empresa privada na área de Parede, soube, ainda, Cascais24Horas.
Esta empresa vai ser agora alvo de um processo
contraordenacional ambiental e poderá ter que pagar uma coima entre 24 mil e
240 mil euros.
Segundo Cascais24Horas apurou, ainda, o alerta para a
existência da descarga na foz da ribeira das Marianas foi dada pelos Nadadores-salvadores da praia de Carcavelos pelas três horas e meia da tarde.
Garantindo uma resposta coordenada no teatro de operações, a
Câmara Municipal de Cascais acionou desde logo várias valências dos seus
serviços, entre os quais equipas do ambiente, proteção civil, polícia municipal
e serviços de segurança, e comunicou o caso de imediato às entidades gestoras
da rede de saneamento, nomeadamente Água de Cascais e Águas do Tejo Atlântico.
Também a Autoridade Marítima, a Agência Portuguesa do
Ambiente e a Autoridade de Saúde foram acionadas, bem como a Brigada Ambiental
da PSP.
“Foi graças a toda esta articulação entre todas as entidades envolvidas que foi possível chegar à origem da descarga e conter a contaminação”, disse, a Cascais24Horas fonte municipal envolvida das operações, segundo a qual a “água da bacia foi desviada para a Estação de Tratamento de Parede”.
Já durante esta terça-feira, a Câmara Municipal de Cascais
procedeu à recolha de amostras de água para análise laboratorial, cujo
resultado deverá ser conhecido entre esta quarta e quinta-feira.
Trata-se de análises que visam confirmar que a situação está
completamente resolvida e que a água balnear mantém os padrões de qualidade.
“Grave infração”, diz o PAN
“Uma grave infração”, foi como o PAN Cascais classificou esta
descarga ilegal, em comunicado divulgado esta terça-feira.
O partido manifestou-se, igualmente, preocupado com a presença
de vários patos de água doce no mesmo local, a alimentarem-se esta terça-feira onde
a tinta escorreu, adiantando que “o PAN e moradores sustentam fortes suspeitas
de que os mesmos terão vindo do lago do Parque da Quinta da Alagoa, em
Carcavelos”.
Vídeo
“Por outro lado, acrescenta o comunicado, “devem ser
identificados a origem e teor desta descarga ilegal no mar, bem como
sancionados os responsáveis”.
“É essencial sensibilizar a população para a importância de
não usar os sumidouros de águas pluviais como esgoto ou caixotes de lixo,
alertando que “o mar começa nos sumidouros” e assim prevenindo descargas
poluentes para o mar”, conclui o comunicado do PAN Cascais.












Excelente trabalho pela rapides,eeficiencia na resposta a este crime ambiental A comunidade toda temos o dever de ser, os guardiões dos Rios e do Mar e todo nosso meio ambiente, já que todos nos somos natureza e dependemos de ela.
ResponderEliminarParabéns pela rapidez de atuação das autoridades perante uma situação tão grave para o ambiente e para a comunidade. Proteger o mar, as ribeiras e os ecossistemas locais é uma responsabilidade coletiva e um sinal de maturidade cívica.
ResponderEliminarCascais merece continuar a ser um exemplo de cuidado, participação e proteção da natureza. Obrigado a todos os que alertam, intervêm e não ficam indiferentes. Todos nós fazemos parte desta responsabilidade coletiva de cuidar do lugar onde vivemos.