PITEIRA Lopes deixa mensagem de união entre pessoas e partidos na celebração dos 52 anos da revolução c/ vídeo
Discursando pela primeira vez
nesta data histórica como chefe do executivo cascaense na cerimónia oficial
junto aos Paços do Concelho, Piteira Lopes sublinhou que esta é uma data de
união e deixou uma mensagem clara: "Quem celebra abril, respeita todos.
Quem celebra abril, aceita todos. Quem celebra abril, governa com todos."
“Desde o 25 de abril, muita coisa
mudou. O regime, mudou. Portugal, mudou. E abril, mudou”, salientou Piteira
Lopes, segundo o qual “hoje, temos um país mais democrático. Mais pluralista. E
mais livre. Um país com concelhos como Cascais. Um concelho onde todos contam.
Onde todos têm uma palavra a dizer. E onde a democracia se vive todos os dias.
Nas ruas. Nos bairros. Nas instituições. Na Assembleia Municipal. E no
Executivo Municipal. Um concelho que é Capital Europeia da Democracia”.
Dirigindo-se aos munícipes,
Piteira Lopes destacou que “há um aspeto em que abril não mudou. É que desde
aquela madrugada, nós sabemos que o 25 de abril não é de um partido. Nem de um
movimento. É de Portugal, e dos portugueses. De Cascais, e dos cascalenses. Os
valores de abril. Os valores que, de uma maneira ou de outra, todos
partilhamos. Mesmo estando em lados diferentes. Com visões diferentes. E
atitudes diferentes” .
“Porque o 25 de abril é isso
mesmo. É falar com quem está do outro lado. Escutar quem discorda. E responder
com mais soluções. Com menos palavras, e mais ações. Por isso, quem celebra
abril, respeita todos. Quem celebra abril, aceita todos. Quem celebra abril,
governa com todos”, acrescentou o chefe do executivo cascaense, concluindo que
“hoje, é assim que Cascais vive os valores de abril. E é assim que os deve
continuar a viver nos próximos 52 anos. Como uma comunidade onde mais
conquistas são sinónimo de mais responsabilidade. Mais soluções. E mais
desenvolvimento. Uma comunidade cada vez mais justa. Mais inovadora. E mais
participativa. Uma comunidade para toda a vida”.
VÍDEO
Uma forma diferente de
celebrar
Cascais assinalou este sábado de
forma diferente o 52º aniversário do 25 de abril e as celebrações iniciaram-se
ao final da madrugada no forte de Santo António, um lugar carregado de
significado histórico, pois foi aqui que começou o princípio do fim do regime
ditatorial com a queda de António Oliveira Salazar de uma cadeira seis anos
antes da revolução.
O início das celebrações em
Cascais reuniu no forte quase mil pessoas, que assistiram ao concerto de Cuca
Roseta ao qual seguiu-se a inauguração da exposição “Arco Íris”, de Paulo Paz,
que é composta por sete fotografias a preto e branco, cada uma com o nome de
uma cor. Esta mostra está patente no Forte de Santo António da Barra até 30 de
setembro.
Na oportunidade, o presidente da Câmara de Cascais, Piteira Lopes, sublinhou que “é com profunda emoção que, nesta madrugada e enquadrados por este cenário inesquecível, partilho convosco a comemoração muito significante daquela que foi uma das maiores mudanças que Portugal viveu no Século XX”, acrescentando que “em abril de 1974, no culminar de uma alteração profunda que se iniciou precisamente aqui (neste forte) em 1968, com o acidente que acabou por vitimar o antigo Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, o amanhecer do dia 25 arrancou em Santarém à mesma hora em que aqui nos encontrámos hoje e foi também aqui que, nessa madrugada e nesse dia de abril de 1974, Marcello Caetano acompanhou o início do que viria a ser a vitória da democracia sobre a ditadura, da liberdade sobre o medo”.
“Quisemos marcar o 25 de Abril de
2026 de forma diferente, mas também de forma simbólica e por isso mesmo fizemos
esta iniciativa aqui no Forte de Santo António da Barra”, explicou Piteira
Lopes, não sem destacar que “num ano especial em que vivemos o ano da Capital
Europeia da Democracia, demonstramos também que Cascais é um Cascais de todos,
para todos, e onde todos têm espaço para construir aquele Cascais que todos nós
queremos”.
“Tal como aconteceu em 1974, o
nascer de um novo dia é sempre uma oportunidade para o futuro a construir,”
relembrou Piteira Lopes, agradecendo às centenas de pessoas que começaram a
festa da liberdade de uma forma tão singular, que terminou com uma atuação da
Fanfarra dos Bombeiros de Alcabideche.
Mais tarde, outras tantas
centenas de pessoas concentraram-se na Baía de Cascais, em frente aos Paços do
Concelho, para, através da música, recordar o espírito de coragem e
determinação que marcou a revolução, com as bandas filarmónicas do movimento
associativo, cultural e recreativo do concelho a partilharem o talento, a
história e as melodias que evocam as vozes da Revolução.
NOTA DO DIRETOR. Indisponível desde 18 de março, devido a um infame ataque informático, com disseminação de malware ao seu site oficial, que atenta contra a liberdade de Imprensa e de expressão e enquanto os profissionais da empresa Wizardingcode procuram resgatar todo o conteúdo jornalístico publicado e colocar online um novo site, mais robusto e seguro, CASCAIS24HORAS regressa ao blogspot (foi nele que começou) e passa a utilizar provisoriamente o novo endereço https://cascais24horasdestaques.blogspot.com/ para continuar a manter os seus fiéis leitores informados. Porque têm direito a uma informação independente e rigorosa a que o jornal os habituou nos últimos 12 anos. Aproveito para agradecer as mensagens de solidariedade e condenação pelo ato praticado contra este jornal enviadas de vários quadrantes, quer políticos, quer da sociedade civil. Aos colaboradores e leitores, preocupados com a paralisação jornalística prolongada de CASCAIS24HORAS, o nosso também bem-haja. Continuamos resilientes e estamos a contar retomar brevemente a atividade jornalística normal.
(Valdemar Pinheiro, fundador, proprietário e diretor CPJ 376)












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