Combate à insegurança rodoviária entre o Cabo da Roca e o Guincho passa pela colocação de lombas


 Por VALDEMAR PINHEIRO

Com os moradores das povoações da área a reclamar, até agora sem sucesso, a necessidade de serem colocadas lombas no eixo rodoviário, a estrada nacional 247, no troço que liga o Cabo da Roca ao Guincho, tornou-se ao fim de semana altamente insegura devido à condução agressiva e ao excesso de velocidade de alguns dos muitos motociclistas que a utilizam, motivo pelo qual a GNR tem vindo a desenvolver ações de sensibilização e de fiscalização às quais tem dado o nome de “Roca e Guincho em Segurança.

Só em duas ações foram fiscalizados 452 condutores e 3.872 veículos controlados através de equipamento de controlo de velocidade, tendo numa delas sido levantados 43 autos de contraordenação, dos quais 12 graves e 3 muito graves; 15 autos de contraordenação por excesso de velocidade e 7 apreensões de veículos, designadamente por falta de seguro de responsabilidade civil e alteração das características.

Já na segunda operação foram levantados 22 autos de contraordenação, dos quais 14 graves e 8 muito graves; 12 autos de contraordenação por excesso de velocidade e a apreensão de 1 veículo, devido à alteração das características.

Segundo o Major Ferreira da Silva, Comandante do Destacamento Territorial da GNR de Sintra, que tem coordenado estas operações, “a forte afluência de motociclistas ao Cabo da Roca e à Estrada do Guincho transformou este percurso num importante ponto de encontro para a comunidade motard em Portugal e o elevado volume de tráfego e as características destas vias exigem especial atenção à segurança rodoviária e ao cumprimento das regras de circulação”.

Ainda de acordo com o mesmo oficial, “a GNR tem reforçado a sua presença neste eixo rodoviário, privilegiando uma atuação preventiva e dissuasora, através de ações de sensibilização e fiscalização dirigidas ao cumprimento das regras de trânsito, nomeadamente no que respeita à adaptação da velocidade às condições da via e ao respeito pelas distâncias de segurança”, sublinhando que “estas ações têm como objetivo promover um ambiente rodoviário mais seguro, através da prevenção e da fiscalização das principais causas da sinistralidade rodoviária, incentivando os utilizadores da via a adotarem comportamentos de condução responsáveis”.

E deixa o alerta de que “a GNR irá manter uma presença reforçada e contínua neste eixo rodoviário”, em alguns casos com reforço do Destacamento de Trânsito de Carcavelos e da Unidade Nacional de Trânsito.

“Risco muito sério”

Só no ano passado e, segundo estatísticas a que Cascais24Horas teve acesso, na estrada do Cabo da Roca foram registados pelos Bombeiros de Alcabideche 25 acidentes rodoviários envolvendo motociclos com 26 feridos, entre graves e leves.

Ao fim de semana, moradores das povoações que aquela estrada atravessa não só não conseguem “suportar o barulho causado pelas motos” como chegam “a recear sair à rua, devido à insegurança existente”.

“É um risco muito sério”, afirmam, acusando alguns motociclistas de “falta de civismo e de uma condução irresponsável, que só ainda não causou mortes quase por milagre”.

Os moradores, segundo Cascais24Horas apurou, têm vindo a reclamar pela necessidade emergente de instalação de lombas no eixo rodoviário, que consideram “uma medida que pode minimizar o perigo”, mas até ao momento sem sucesso.

Jurisdição não é da autarquia

A jurisdição daquele sinuoso troço rodoviário é da Infraestruturas de Portugal, antiga Estradas de Portugal, e não da autarquia.

José Filipe Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Alcabideche, tem conhecimento da situação e, em declarações a Cascais24Horas, afirmou que “temos acompanhado a preocupação das pessoas com as quais estamos solidárias, mas o problema ultrapassa-nos”.

“Se aquele eixo rodoviário estivesse na jurisdição municipal, certamente que o problema estaria resolvido ou, pelo menos, minimizado, mas a responsabilidade é da Infraestruturas de Portugal, junto da qual, aliás, entretanto, oficiámos a alertar para a preocupação dos moradores”, adiantou o autarca, segundo o qual “a nossa intervenção tem sido junto das forças de segurança, sensibilizando-as para a necessidade de ações de policiamento”.

 

NOTA DO DIRETOR. Indisponível desde 18 de março, devido a um infame ataque informático, com disseminação de malware ao seu site oficial, que atenta contra a liberdade de Imprensa e de expressão e enquanto os profissionais da empresa Wizardingcode   procuram resgatar todo o conteúdo jornalístico publicado e colocar online um novo site, mais robusto e seguro, CASCAIS24HORAS regressa ao blogspot (foi nele que começou) e passa a utilizar provisoriamente o novo endereço https://cascais24horasdestaques.blogspot.com/ para continuar a manter os seus fiéis leitores informados. Porque têm direito a uma informação independente e rigorosa a que o jornal os habituou nos últimos 12 anos. Aproveito para agradecer as mensagens de solidariedade e condenação pelo ato praticado contra este jornal enviadas de vários quadrantes, quer políticos, quer da sociedade civil. Aos colaboradores e leitores, preocupados com a paralisação jornalística prolongada de CASCAIS24HORAS, o nosso também bem-haja. Continuamos resilientes e estamos a contar retomar brevemente a atividade jornalística normal. 

(Valdemar Pinheiro, fundador, proprietário e diretor CPJ 376)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

  1. Isto é excelente. Alguma coisa tem que acontecer. Depois do Guincho e Malveira principalmente aos Domingos de manhã temos os motociclistas a utilizar a Marginal a velocidades de 200 km/hora (calculados pelo som e distâncias) por exemplo na recta S. João e S. Pedro, pondo em perigo peões, bicicletas, outros motociclos e carros. Muitas vezes à noite até às 2 da manhã, em corridas absurdas de autódromo, com toda a impunidade, demonstrando que desrespeitar a lei não é penalizado. Esta estrada terá metade dos pinos já partidos entre as duas vias, acidentes não páram. Se os condutores não mudam, também diria, ponham lombas aqui também.

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